Logo news 23/10/2018
Compartilhar Tweet


O número de estudantes que aderem o ensino à distância vem crescendo consideravelmente. As matrículas aumentaram 17,6% de 2016 para 2017 e o número de alunos chegou a quase 1,8 milhão no ano passado – o que equivale a 21,2% do total de matrículas para o ensino superior. Diante disso, os cursos preparatórios também passaram por mudanças e começaram a ser oferecidos no modelo a distância. E não seria diferente com o ENEM.

As plataformas de educação digital com foco nas disciplinas do ensino médio começaram a revolucionar o setor e grande maioria dos estudantes já usam a internet para assistir a videoaulas. O professor Paulo Jubilut, por exemplo, tinha sido demitido e cogitou até largar a profissão, mas resolveu disponibilizar algumas videoaulas na internet. Com um feedback bastante positivo, ele viu a oportunidade de crescer no mercado de educação à distância e fundou o Biologia Total, com diversos tipos de cursos para diferentes níveis de aprendizado e hoje, possui um conteúdo dedicado exclusivamente para o ENEM.

Outro exemplo é o Desenrolado, um portal de conteúdo online focado em preparar os alunos para testes e provas como o ENEM. Diante da dificuldade crescente de manter os alunos engajados em sala de aula, Igor Pelúcio e Simão Valle, hoje sócios, resolveram fundar o canal para oferecer aulões temáticos sobre português, matemática, geografia, história, biologia, física, química e redação.

Esses dois cursos são distribuídos pela Samba Tech, empresa líder na distribuição de vídeos na América Latina. “A gente acredita que o vídeo vai revolucionar todos os negócios e a educação é o principal deles. Hoje, esses dois canais contam com mais de 10 mil alunos e mais de um milhão de visualização”, conta Pedro Fillizola, CMO da empresa.

O Qranio, plataforma mobile que usa gamificação para estimular seus usuários com conteúdos educacionais, oferece a Trilha do ENEM, um recurso que utiliza um método de espaço e repetição para aproveitar ao máximo o efeito de espaçamento e validam o que foi aprendido com testes que visam fortalecer o conhecimento, antes que o usuário venha a esquecer.

“Alguns estudantes afirmam terem encontrado perguntas na prova que já haviam respondido pelo app. A gente recompensa os usuários a cada resposta correta com moedas virtuais de conhecimento (os Qi$), que podem trocadas por prêmios reais na loja virtual do app”, explica Samir Iásbeck, CEO e fundador do Qranio.