Logo news 27/09/2018
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Foto: Eduardo Viana

Com mais de 100 mil colaboradores em todo o Brasil, o banco Bradesco é uma das maiores instituições financeiras do país. Trabalhando em uma organização diversificada, o diretor de RH, Victor Queiroz, teve um grande desafio: investir nos colaboradores do banco e ajudá-los a se desenvolver, inovando no processo de aprendizado.

Para isso, esteve à frente, em 2013, da criação da Universidade Corporativa Bradesco, para capacitar funcionários com cursos, aulas a distância, publicações e eventos. Mas não bastava apenas criar a universidade - era preciso desenvolver as competências dos colaboradores para qualquer desafio. "Passamos a desenvolver as pessoas por temas como negócios, relacionamento com o cliente, segurança e solução operacional e outras frentes", explicou Queiroz durante o RH Day 2018.

Segundo o executivo, os treinamentos precisavam ser disponibilizados em formatos diferentes, acompanhando as várias gerações que faziam parte do Bradesco. "Em função disso, buscamos parcerias para criar uma solução mais diversa", ressaltou.

Conexão com startups

Em paralelo a isso, nascia o inovaBra, ecossistema do Bradesco para promover inovação dentro e fora da instituição, por meio da conexão com startups. "No primeiro ciclo, me deparei com uma startup que não era fintech, mas que tinha uma solução muito interessante para tornar o processo de aprendizado mais dinâmico", contou o diretor de RH.

Foi então que o Bradesco iniciou uma jornada junto à Qranio, startup de gamificação para treinamentos. "Tivemos um grande desafio de unir uma grande empresa com uma menor em termos de estrutura, mas que tinha muito mais conhecimento e velocidade. Descobrimos que isso é uma força somada, e não um embate", disse Queiroz.

Assim nasceu a bquest, plataforma de aprendizado interativa do Bradesco. Com jogos e jornadas mais dinâmicas, os colaboradores têm acesso à cursos e diversos conteúdos relacionados ao universo do banco. "Os funcionários escolhem estar lá e o que querem aprender, no momento que mais faz sentido para ele. Nos conectamos muito com o conceito de Lifelong Learning", disse o executivo. O conceito se refere a busca contínua por aprendizado, seja em âmbito profissional, acadêmico ou pessoal.

Segundo Samir Iásbeck, CEO e fundador da startup, tornar o aprendizado divertido para os colaboradores do Bradesco só foi possível pela troca mútua entre os dois lados. "A equipe do banco tinha o real interesse de fazer acontecer. E isso é muito importante. No final do processo, foram criados comitês que antes não existiam. Foi uma evolução para todos", ressaltou.  

Bons resultados


Todo o esforço valeu a pena. Hoje, já são mais de 13,5 mil usuários ativos na plataforma, 1,2 milhões de perguntas respondidas e mais de 68 mil duelos realizados - modalidade em que os colaboradores se desafiam nos jogos. Para engajar ainda mais os funcionários, o Bradesco ainda aposta em outras iniciativa. "Fizemos uma campanha para incentivar os colaboradores durante as Olimpíadas no Rio de Janeiro, em 2016. A cada desafio resolvido, os funcionários acompanhavam um ranking separado por áreas. Os que mais pontuaram receberam entradas para os jogos", contou Queiroz.

Além disso, neste ano, o banco promoveu o HackaFlag sobre segurança da informação, lançando dez questões de alta complexidade para identificar funcionários que se tinham talento na área. "Selecionamos 50 pessoas para uma maratona, e alguns deles passaram a trabalhar na área de tecnologia do banco. No fim, a plataforma também foi essencial para direcionar esses talentos", disse o diretor de RH.